Rota Ecológica dos Milagres: as 9 praias de Alagoas, uma a uma
Cerca de 20 km de litoral, nove praias e um ritmo próprio para cada uma.

A Rota Ecológica dos Milagres reúne, em cerca de 20 km de litoral, praias de coqueirais, recifes e piscinas naturais. Ela atravessa os municípios de Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, dentro da APA Costa dos Corais, no norte de Alagoas.
Nem todas as praias têm o mesmo ritmo: algumas são vilas com restaurantes, outras são faixas de areia quase sem construções. Aqui vai um roteiro das nove principais, de sul a norte, com o que cada uma oferece.
As nove praias, uma a uma
Costuma ser uma das primeiras praias para quem chega de Maceió. Tem areia clara, coqueiros e mar protegido por recifes. A Villinha Marceneiro reúne restaurantes, sorveterias, lojas e artesanato, e há passeios pelo rio Camaragibe e de bicicleta.
O acesso é menos convencional: a chegada costuma ser em jangadas ou barcos conduzidos por moradores, cruzando o rio Camaragibe. O trajeto já faz parte da visita, com rio, vegetação, areia ampla, mar aberto e as falésias que dão fama à praia.

Fica perto da área central de São Miguel dos Milagres, mas mantém uma escala mais aberta, com boa faixa de areia e pontos de apoio como restaurantes e receptivos, entre eles o Mi Casa. Também está perto da Igrejinha de Milagres, procurada para fotos e para caminhadas curtas pela areia.
É o centro simbólico da rota e deu nome a toda a região. Há mais circulação e serviços: saídas para piscinas naturais, jangadas, bares, restaurantes, comércio local, o Mirante do Cruzeiro e as igrejas. É uma boa praia para quem visita a região pela primeira vez.
O mar protegido por recifes forma piscinas naturais na maré baixa, com acesso em jangadas locais. A praia se define pela escala: pousadas de charme, restaurantes próximos, caminhos de areia e coqueiros. Há o Milagres do Toque Beach Club e, para uma experiência gastronômica local, o No Quintal.
Mostra uma rota menos editada: praia, barcos, pescadores, restaurantes, comércio e pousadas, com vida local o ano todo. Entre os restaurantes à beira-mar estão o Restaurante do Enildo, o Milagres do Porto e o Praiô, e vale conhecer os pequenos comércios da vila.
Aqui rio, manguezal, mar e vila se encontram, e ainda se percebe uma vila de pescadores, com barcos, ruas simples, artesanato e moradores. É o território do rio Tatuamunha e do passeio ao Santuário do Peixe-Boi, em jangadas a remo, com orientação ambiental e regras de observação. É também onde fica o Pontal da Enseada.

É vizinha do Patacho e fica perto de Tatuamunha. Tem uma faixa de areia ampla, bom trecho para caminhadas e um mar de cor particular, com um azul mais denso. Na maré baixa, os recifes revelam piscinas naturais e pequenos bancos de areia; na maré cheia, a faixa de praia diminui em alguns pontos.
É uma das praias mais fotografadas de Porto de Pedras, com mar claro, coqueiros, jangadas, bancos de areia, piscinas naturais e uma sequência de pousadas, casas e restaurantes. Teve renovado o selo internacional Bandeira Azul 2025/2026, ligado a critérios de qualidade ambiental, segurança e serviços.

Como escolher o seu roteiro
A maré define muito do dia na rota. Na maré baixa, aparecem as piscinas naturais, ideais para snorkel; na maré cheia, o mar fica mais aberto para banho. Vale consultar a tábua de marés antes de planejar os passeios.
Quem se hospeda em Tatuamunha tem o ponto central da rota ao alcance: de lá, Lages, Patacho e Porto da Rua ficam próximas, e São Miguel dos Milagres e Morros são um passeio de um dia.
Onde ficar
O Pontal da Enseada fica na praia de Tatuamunha e reúne duas casas independentes, com cozinha, terraço, jardim e piscina, e uma equipe local que conhece as marés e os passeios.
Como chegar e quantos dias ficar
Os aeroportos mais usados são Maceió (cerca de 2 horas de carro) e Recife (cerca de 3 horas). Veja os detalhes em como chegar.
Para conhecer as praias sem pressa, o ideal é ficar de cinco a sete noites.
Turismo responsável na APA
A rota fica dentro de uma área de proteção ambiental. Alguns cuidados ajudam a preservá-la: não pisar nos recifes, não tocar nos peixes e tartarugas, levar o lixo de volta, usar protetor solar adequado a ambientes marinhos e respeitar as comunidades locais.
Se quiser organizar a sua viagem, conheça as casas e fale diretamente com a Marta.
Consulte as datas disponíveis para o verão brasileiro e fale diretamente com a Marta.
Consultar disponibilidade Ver as casas